Educação sanitária para o controle e prevenção da raiva animal

Autores

  • Lília Aparecida Marques Da Silva Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Rio de Janeiro
  • José Humberto Figueira De Lima Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Rio de Janeiro
  • Jorge Luiz Teixeira Palmeira Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento, Rio de Janeiro
  • Lidiane Gadelha Arantes Rocha Secretaria Municipal de Agricultura de Paracambi
  • Rogério Inocêncio De Oliveira Secretaria Municipal de Agricultura de Japeri
  • Tarcísio De Moura De Souza Secretaria Municipal de Agricultura de Queimados

Resumo

A raiva é uma antropozoonose viral fatal, de notificação obrigatória e importância para a saúde pública. O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) regulamenta as atividades de prevenção e controle da raiva através do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH),cujo objetivo é baixar a prevalência da doença em todo território nacional. Segundo o PNCRH, os procedimentos necessários para implementar o programa incluem a vigilância, prevenção, diagnóstico, profilaxia e controle(Brasil, 2002). O Serviço Veterinário Oficial (SVO) de cada estado é responsável por executá-los, e no estado do Rio de Janeiro é feito pelos técnicos da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento (SEAPPA).Os técnicos do Núcleo de Defesa Agropecuária do Rio de Janeiro (NUCDARJ) são responsáveis pelo atendimento às notificações de casos suspeitos nas propriedades rurais e pelas ações de educação sanitária na sua área de abrangência, e a partir da confirmação laboratorial dos casos, são feitos atendimentos nas áreas focais e peri-focais com orientações aos produtores sobre a necessidade da vacinação, uso de pasta vampiricida em caso de mordeduras de morcegos hematófagos e o cadastramento e monitoramento de abrigos de morcegos hematófagos (Rio de Janeiro, 2000). A vacinação contra a raiva tem caráter obrigatório nas áreas com ocorrência de casos para as espécies de produção, sendo facultativa nas áreas que não possuem foco (Brasil, 2002). Atualmente no estado do Rio de Janeiro a transmissão da raiva por quirópteros, hematófagos ou não, tem sido registrada tanto em áreas rurais e urbanas. Nas áreas rurais o morcego hematófago é o principal transmissor da raiva aos herbívoros. Em 2022, foram registrados19 casos envolvendo animais de produção.Devido ao caráter letal da enfermidade, a população necessita estar bem-informada e consciente do seu papel quanto a prevenção e a notificação.A Instrução Normativa MAPA n.º 50, de 24 de setembro de 2013, determina que a notificação da suspeita ou ocorrência da raiva animal ao serviço oficial é obrigatória para qualquer cidadão (Brasil, 2013), e esta pode ser feita presencialmente, por telefone, por e-mail ou pelo Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias (e-SISBRAVET) (Brasil, 2021).A ocorrência da raiva torna importante a prática da informação sobre a doença, através da educação sanitária da população.O presente relato tem o objetivo de registrar as atividades voltadas para educação sanitária, realizadas em 2022, pelos técnicos do NUCDARJda SEAPPA,sobre o tema raiva animal para médicos veterinários, autoridades, produtores,escolares do ensino superior, fundamental e educação infantil da rede pública e particular.

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Publicado

2026-05-19

Como Citar

Aparecida Marques Da Silva, L., Humberto Figueira De Lima, J., Luiz Teixeira Palmeira, J., Gadelha Arantes Rocha, L., Inocêncio De Oliveira, R., & De Moura De Souza, T. (2026). Educação sanitária para o controle e prevenção da raiva animal. Revista Valore, 12, 5–8. Recuperado de https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/view/2013

Edição

Seção

Fluxo Contínuo (Art. Originais/Revisão)